ANÁLISE POLÍTICA| O Balcão de Negócios da Mídia Hipócrita: Crítica no Editorial, Mão Estendida na SECOM

Compartilhe:

O cinismo atinge seu ápice quando analisamos o fluxo financeiro que sustenta esses “defensores da liberdade”. Enquanto páginas e telas transbordam ataques ao Governo Federal e flertam com narrativas que buscam “explodir o sistema”, os mesmos grupos mantêm uma relação de dependência umbilical com a Secretaria de Comunicação Social (SECOM). É o fenômeno do jornalismo que morde a mão que o alimenta — mas nunca solta a teta da verba oficial.

A Realidade dos Números

Não se trata de suposição, mas de transparência pública. Apenas em 2025, o governo destinou valores recordes para manter sua presença mediática, e os mesmos veículos que alimentam o sensacionalismo estão no topo da lista de recebimentos:

  • Grupo Globo: Retomou a liderança absoluta, abocanhando mais de R$ 130 milhões apenas no primeiro ano da atual gestão, chegando a concentrar 56% da verba de TV em períodos recentes.
  • Record e SBT: Embora mantenham posturas editoriais muitas vezes alinhadas ao conservadorismo, garantiram fatias generosas, com a Record recebendo cerca de 26% e o SBT 15% dos repasses em 2025.
  • Grandes Jornais: Veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo (Estadão) continuam recebendo centenas de milhares de reais em anúncios, mesmo enquanto suas colunas de opinião muitas vezes dão palanque ao “incêndio” institucional.

A Falsa Independência

O que se vê é uma encenação. Batem nas portas do Palácio do Planalto exigindo seu “quinhão” sob o pretexto de utilidade pública, mas utilizam o alcance financiado por esses mesmos impostos para promover o espetáculo mambembe da discórdia. Nominar esses valores é necessário para que o cidadão entenda que a “liberdade de imprensa” alegada por muitos é, na verdade, uma liberdade de mercado, onde o produto vendido é a crise, mas o caixa é garantido pelo Estado.

Se querem atuar como oposição ideológica ou braço da extrema-direita, que o façam com independência real. O que não se admite é o uso da estrutura democrática para financiar quem, no fundo, trabalha para vê-la ruir.

Outras Notícias

Domínio Global Consultoria Web